Monday, May 9, 2011

Sentidos vibratorios

Ela eh sincera. E pervertida.
Tanta perversao inutilizada. Jogada no ralo todos os dias quando toma banho e se masturba.
Ela choca e machuca e deixa alguns de cabelo em peh, com o que fala e como fala.
Ele se toca e pensa em todo mundo ao mesmo tempo.

Pensa que vai chegar atrasada ao trabalho e que tem mais umas "trocentas" coisas para resolver e escrever e dar um jeito na vida.
Nao resiste. Saca o vibrador da gaveta. Mais uma vez. Se masturba e chega ao orgasmo em menos de cinco minutos. Recorde.
Pensa nele. No novo (amor??? nao....). No novo instrumento de desenvolvimento de suas escritas, de sua inspiração, seu "muso"!!!

Como sempre, mais um momento de mudança, nesta vida caótica e insana. Na depressão e melancolia de estar soh. De nao se encontrar no contexto diário de sua existência, mas feliz, por se permitir entender o seu corpo, dizer e expressar o que as outras pessoas tem medo ou pudor.

Tuesday, March 22, 2011

Pecado na Capital

"O que eh a vida, e o que eh esta vida que eu estou vivendo?" Isabela se questionava a frente do espelho enquanto secava o cabelo. Como boa devota, se preparava para a igreja no Domingo, depois de uma noite de esbornia com o amigo.

A caminho do culto ela observa de dentro do onibus, os transeuntes que vao e vem nas calcadas da cidade grande. Gordinhas de mal gosto, com a calca apertada, turistas perdidos e cheio de mochilas pesadas, criancas cuspindo no chao. As lojas em promocao, a japonesa com o ingles, os cachorrinhos levados pelos seus donos na coleira, comendo bituca de cigarro.

Na cidade do constante ceu cinza, as lojas dao o colorido necessario, ja que o sol esta timido, e quase nao vem lhe visitar. Dentro do onibus, Isabela percebe o constante zum zum zum dos passageiros, tantas linguas, tantos idiomas, e o onibus nao sai do lugar. Isabela atrasada para a igreja. Na esperanca de redimir os seus pecados...

Sunday, February 6, 2011

Voltando com tudo?

Deu vontade de escrever.. de repente...
Bom, a vontade eh sempre... mas a disposicao pra "logar" e escrever eh que me mata.
Da vontade de contratar uma PA soh pra atualizar pra mim e os 500 mil escritos emaranhados no caderno que ja esta virando um paco de mofo.

As pessoas fazem blogs pra falar do que gostam e na lingua que gostam (de lingua entao... melhor ainda!)
Se vc quiser, de uma olhadinha, vou gostar. SIga se quiser, melhor ainda. Aqui fica o meu prazer e de quem estiver afim, mas se nao quiser tambem. Nao precisa "pretender".

Melhor coisa em uma tarde de domingo, finalzinho do dia, quando vc acha que a segunda esta chegando e aquela semana inteira pra voce arrastar e nao conseguir fazer nada do que planeja desde janeiro do ano passado e nao tem as bolas do saco pra fazer.

Para tudo. Liga o som, coloca aquele cd do Rod Stewart que vc adora, pega o vibrador e BANG! Aquela "gozadinha" de final de tarde, pra resolver 25% dos seus problemas, ja que a falta de sexo eh um deles!

Tristeza? Se achar a pior pessoa do mundo? Nao.. Nada disso! :)
Eh um estado de ser !!! kkk Eh um estado de estar...
Permitir-se, a se permitir...
Tentar, experimentar, ficar inerte, se quiser.

Pronto, ta ai. Escrevi. Mais um. Voltei.
Vamos ver se agora eh pra valer.

Friday, August 20, 2010

Mudanças

Eu que já sofri com tanto choro e lágrima nesta cidade, mais uma vez me encontro no período de mudanças.
As mudanças contínuas da nossa vida, aquelas que às vezes luto e reluto para que elas aconteçam, mas sempre quando acontecem, me vem a falta de ar da ansiedade boa, e o medo fica lá pra traz. Fico mais tranquila, leve, solta, às vezes até um pouco confusa nos pensamentos que são tantos e se perdem.

Sinto a leveza de não sofrer, de agora não mais não dormir direito, ou de acordar no meio da noite, do dia seguinte, e elocubrar, ruminar, pensar e repensar, sem chegar a uma solução.

Sinto o cheiro da lavanda, na soleira da janela do meu quarto.
Ouço Chopin, vejo o tempo cinza la fora através do véu branco da janela, sento-me na cama. Choro.

De tristeza e de alegria. Misturados ao mesmo tempo.
Mais uma vez, as caixas se empilham. Tira e põe, mas desta vez não precisarei movê-las da minha morada. Em breve, os livros que para elas retornam, serão felizes novamente e voltarão as prateleiras, nas cores e formas que sempre estiveram.

Coloco cada um deles na caixa. E converso com eles. Cada sentimento, cada história, cada momento de minha vida, por tudo o que passei, o que eles representam em cada momento que vivi.

Com a doença, dou mais valor a vida.
Em saber que até o final deste ano, a minha existência possa não ser mais algo que aconteça nesta encarnação, quero viver cada momento, intensamente, mas na leveza do meu ritmo. Do meu jeito. Calmo, nostálgico, que contempla.

Em pouco tempo, muita coisa aconteceu.
Várias que marcaram minha vida.
Algumas delas sem rumo, simplesmente aconteceram, entraram na minha vida, por um determinado tempo e deixaram com a mesma intensidade que apareceram. Situações que ainda não entendo, e que às vezes ainda tento buscar uma explicação.

É intenso. O momento de dizer adeus.
Mas não um adeus para sempre. Aquele momentâneo. O qual não se sabe quanto tempo vai durar.
Choro. As lágrimas doem. Choro enquanto escrevo.
Mas sei, que a mudança está no seu curso.
E para melhor.
Há de ser.

Sunday, July 25, 2010

Diferenças

Pessoas.
Eu as vejo e me emociono.
Não vou escrever nada que ninguém nunca tenha escrito.
Uma banca de jornal em cada esquina.
O trânsito caótico, os "marronzinhos" só canetando.
O relógio marca 29. Eu ja sinto o suor no meu pé de meias listradas.
Aqui em São Paulo as pombas não são tão gordas como as da Inglaterra. 3°Mundo.
Aqui até as pombas morrem de fome.

(…)

Paro e sento por um minuto.
Reflito bucolicamente.
E escrevo.
Até o "vrum vrum" dos carros aqui é mais sofrido.
Barulhento.
O freio do busão e seco, sem óleo.

As pessoas daqui são mestiças assim como as da Inglaterra.
Elas vêm de toda parte. Do Brasil. E do mundo também.
Estão concentradas aqui. Em São Paulo.
Sinto nostalgia.
Uma tristeza que ainda não dói, nem corrói no peito.
Sinto saudade. Do que não vivi. Por o que não passei.
Estou feliz.
Mas sei que vou chorar.

Propaganda

Paro mais uma vez.
Reflito.
Escrevo.
Aqui as propagandas, são carregadas pelos homens.
Lá, a gente só segura. E ainda reclama.
Aqui eles fazem por necessidade para alimentarem bocas.
Lá, a gente faz pra dar "uma voltinha".
Vejo Veneza na Paulista. Não. não é apenas uma lojinha, numa avenida cercada de bandeiras brasileiras.
As pessoas se aproximam, perguntam, pedem informação.
Uma flor cai, e eu me atrasando.
Deixa eu sair daqui porque tem xixi de ser humano escorrendo na calçada.

Saturday, July 24, 2010

Mordida

É muito difícil dizer,
porque sempre, eu penso em você.
Eu sei que tudo isso que eu digo pode ser mentira e que você nunca irá acreditar.
Você acha que eu sou egoísta, mesquinha, leviana, mas não é nada disso
Eu já disse a você, o discurso oral, verbal, não é o meu forte. (Sexo oral sim!)
Me derreto por você, de amores, de tesão, morro de medo. Mas me traduzo simplesmente em algumas linhas, que posteriormente são digitadas no computador.
Escrevo, e sinto fobia.
Não de você, mas da condução lotada, o calor de 45 graus, o assento de veludo, os turistas falando alto, sem ao menos perceber que existem pessoas normais e menos espalhafatosas que eles.
Os meus finais de semana ainda são preenchidos pelo suor, e quando devoto parte do meu tempo a você, um tapa na cara é o que eu levo.

Voce é grosso, insensato e não me ama.
E so quer me usar.
O pior (ou melhor!) É que eu quero que você me use e me abuse. Eu quero sentir a tua pele oleosa, o seu corpo quente.
Quero sentir a sua atitude, bruta, de me jogar na cama e me arranhar, me beijar e me morder todinha, até deixar marcas.